Eu estava a caminho da clinica, iria pegar a droga do resultado, eu estava odiando o Seungri naquele momento, ele não devia ter pedido o exame, não naquela hora, afinal a criança nem havia crescido, Rin é uma bebê, mas agora já aconteceu.
Desci do carro e pedi que CL me esperasse ali mesmo, ela sabia de tudo, mas queria ler sozinha.
Cheguei e dei logo meu nome, a moça me olhou, reconheceu, estremeci.
- Obrigada. –agradeci e fui a uma sala de espera, ali era gelado, sempre foi, mas hoje estava congelando, minhas unhas estavam quase sendo comidas, mas eu respirava fundo.
-Allison... - não esperei terminar o nome.
- Eu!
Corri até a sala, peguei o envelope e sai. Fui a uma cantina, sentei e pedi um suco, de uva, sempre preferi uva, era forte. Depois que entregaram, eu bebi e fiquei olhando pro papel, estava de olhos fechados pronta pra abrir, até que uma mão meio gelada pôs em meu ombro direito.
- Que susto... – reconheci que era de CL.
Ela ficou de frente para mim, me olhando nervosa, eu também estava, mas não queria demonstrar.
- Abra logo! – ela sacudiu minhas mãos. – Já aconteceu!
Eu então abri, fui lendo tentando entender. Positivo.
- Positivo? Oras de quem é o filho? Tirou sangue de quem? – Falava CL.
- Por favor! Acalma-se! – Nossa, eu pedindo calma a alguém.
Positivo. Seungri fez o exame. Rin era dele. Eu não esperei, fui ao apartamento que ele estava. Bati na porta. Esperei, até que ele abriu. Estava todo desarrumado, de pijama. Imaginei que Kylie não estava lá, afinal ela estudava de manha.
-Kylie está na faculdade? – Fiquei na porta, queria ser convidada.
-Sim, está. – me olhava ainda fechando os olhos – Entra logo.
Entrei agora sim eu podia e devia entrar.
-Toma... – entreguei o exame.
Seungri leu, releu, me olhou, bufou, coçou a cabeça e sentou-se do meu lado.
- Allison, ela é minha. – ele segurava em meus braços, eu o fitava, queria sorrir o beijar e dizer para nos casarmos e ficarmos felizes para sempre, mas não dava.
- Sim... Na verdade, nossa. – sorri de canto.
- Iremos contar ao G-Dragon? – ele se levantou, se recompondo.
- Não sei, devemos?
- Ele precisa saber!
- Pois bem – entreguei meu celular. – Discagem rápida, número 2.
- Não. – ele riu - Você vai contar.
- Eu? – dessa vez eu ri –
Estávamos rindo de algo sério, não devíamos. Logo ele foi tomar banho e se arrumar, eu fiquei na sala olhando pra parede, ele demorou bastante tempo, Seungri em relação a banho e a se vestir era igual a Jiyong, mas enfim.
- Pronto.
- Estava na hora. – Falava irritada.
- Não reclame. – ele estava sério, saindo na porta.
Levantei-me e fui atrás, descemos as escadas em silêncio até o carro. CL olhou assustada, apenas ligou o carro e seguiu, Ninguém falou nada, até meu celular tocar.
- Olá... Sim... Estou indo ai... Beijos. – Era G-Dragon, runf, me sentia culpada, afinal eu era culpada, de certa forma.
- Era ele? – Falaram Seungri e CL ao mesmo tempo.
- Nossa... Sim era. – sorri-
CL era uma lerda dirigindo quando estava nervosa, depois de meia hora chegamos a um restaurante, Jiyong estava almoçando. Desci peguei a bolsa e o exame. E exclamei. Fique ai.
- Eu? – Seung me olhou incrédulo
- Você. – o olhei autoritária.
Ele gostava, ele me respeitava, eu mandava e desmandava em Seungri. Depois ri de como ele se encostou ao banco, parecia uma criança.
Entrei no restaurante, avistei Jiyong bebendo, era água, estranhei. Cheguei a sua mesa, lhe dei um beijo e me sentei.
- Olá – soltei um sorriso.
- Olá.
Almoçamos e lhe entreguei o exame, ele abriu, apenas leu positivo. Eu então levantei a cabeça.
- Eu e o Seungri, nós... Você sabe, mas enfim, eu tive duvidas de quem seria o pai de Rin...
- Arg – ele então ia se levantar, mas o sentei novamente.
- Fique – o olhei autoritária. – Fiz o exame. Na verdade Seungri. Rin é filha de Seungri. Por favor, sei que irá ficar com raiva, irá me odiar, mas eu lhe amo, agüentei tudo, tudo que você fez e...
- Não tente se opor por culpa de meus problemas, Nada justifica! – ele então se levantou, e o deixei ir.
Toda a calma que eu teria tido, teria sumido, me levantei, deixei o dinheiro e sai. Seungri e CL não me virão, melhor ainda. Soltei meu cabelo, estava senhora demais, aquilo me irritava, peguei um táxi e fui à casa de minha mãe, era longe, mas precisava dela.
Chegando lá, vi meu pai, o abracei forte, quantas saudades dele.
Ele vivia trabalhando, quando era apenas eu e Kylie, ficamos a deriva das empregadas, pois minha mãe gostava de sair, sempre gostou, Kylie também, eu gostava, mas tinha medo das ruas.
Papai até hoje trabalha bastante, não é atoa que vivemos numa casa bastante grande e andamos em carros bastante caros.
Sempre me chamaram de metida a besta, afinal, eu não juntava com pessoas desconhecidas, gostava de coisas diferentes, se isso para os outros é ter nariz em pé, sou metida a besta afinal.
- Papai, quando ira vê sua neta? – disse sorrindo.
- Não sei querida... – ele olhava atento uns papeis.
- Bom... Trabalho... – sai desapontada.
Fiquei na sala brincando com Yuuki, minha mãe tinha ido ao mercado. Fiquei horas ali, resolvi ir ao meu quarto, subi as escadas. Na porta ainda havia minha foto com duas tranças com um enorme sorriso. Sorri para mim mesma e entrei. Meu quarto estava do mesmo jeito. Paredes roxas pareciam um urso, mas era meu quarto. Cama branca, armário branco, uma penteadeira branca, mas vários detalhes rosa. Entrei e fechei a porta. O cheiro era de caderno de criança. Eu fui passando a mão pela parede, e vi que a porta da sacada estava aberta, fui até lá e olhei. Meu quarto tinha a vista para a cidade, estava de noite, tudo brilhava, era lindo. Estava entretida com as luzes, até que a empregada bateu na porta e a abriu.
- Diga – disse sorrindo.
- Alguém quer vê-la – estranhei e então assenti com a cabeça e desci junto dela.
- Se veio para discutir é melhor dar meia volta e ir pra longe. – disse com uma das mãos na cintura.
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